sexta-feira, 25 de setembro de 2026

NATÁLIA NOVAIS: UMA MULHER DA RÁDIO QUE AQUI HOMENAGEAMOS

 Natália Novais foi uma mulher da rádio, foi uma voz apreciada na Rádio Clube de Arganil, e trabalhou no jornal "A Comarca de Arganil". Esteve também ligada a outras duas rádios: Rádio Boa Nova, de Oliveira do Hospital, e Rádio Antena Livre, de Gouveia.

Esteve ligada a várias instituições de Arganil e foi autarca.

Natália Novais foi "a voz das Beiras que atravessava os continentes".

Um livro em sua homenagem está a ser preparado. A receção de trabalhos para este livro, segundo José Manuel Conde, "testemunhos, poesia, histórias, sonetos, fotos, podem ser enviadas até 30 de outubro".


Fica aqui a nossa homenagem a uma mulher da rádio que partiu a 13 de dezembro de 2025 mas que está na nossa memória.
NOTA: AGRADEÇO AO JOSÉ MANUEL CONDE AS FOTOS AQUI PUBLICADAS.

TUGAS DA GRAVATA: A MÚSICA CORRE-LHES NAS VEIAS

 Este grupo foi fundado a 22 de agosto de 2024.

Os seus elementos são: Martin Pereira (Bateria), Tomás (Bombo), Dinis (Saxofone Tenor), Batista (Saxofone Barítono), Pedro (Saxofone Alto), Laura (Clarinete) e Canas (Trompete).

Como principais objetivos, o grupo diz que "passam acima de tudo, por continuar a crescer juntos enquanto músicos e enquanto grupo".

Referem também que "somos sete jovens unidos pela paixão pela música e queremos aproveitar essa energia para levar a nossa atuação a cada vez mais pessoas e diferentes lugares. Queremos evoluir musicalmente, ganhar experiência, conquistar novos públicos e proporcionar momentos de alegria e diversão através da nossa música".

"Sendo uma banda de rua", acrescentam, "valorizamos muito a proximidade com as pessoas e a capacidade de criar um ambiente descontraído e animado onde quer que estejamos e outro dos nossos grandes objetivos é manter a união e a amizade que existem entre nós, aprender uns com os outros e enfrentar novos desafios. Queremos que cada atuação seja uma experiência especial, tanto para nós como para quem nos ouve.".

 O grupo Tugas da Gravata quer, no futuro, continuar a levar a música cada vez mais longe, chegar a novos públicos e, frisam, "proporcionar muitos bons momentos" a todos os que os acompanham.

Continuar a crescer enquanto grupo, evoluir musicalmente e abraçar novos desafios e oportunidades, está também nos seus horizontes.

No fundo, dizem, "queremos levar a nossa música cada vez mais longe, divertir o público e mostrar que a juventude, quando se junta à música e à vontade de fazer acontecer, pode criar algo verdadeiramente especial".

Ao longo deste tempo já participaram em festas populares, aniversários, casamentos e feirinhas.

TUGAS DA GRAVATA, UM GRUPO QUE AQUI RECOMENDAMOS.

Para contatos: 961303408.




NOTA: Agradeço ao grupo pelas fotos aqui publicadas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

EM DEFESA DE LIVROS, AUTORES E LEITORES, VAMOS CONTINUAR

 Durante 3 anos fizemos com que o livro se movimentasse, através da FEIRA DE TROCA DE LIVROS. E vamos continuar. A próxima feira é em Cantanhede a 3 de outubro.

Mas, este apego aos livros e a quem os escreve e a quem os vai lendo, não se fica por esta referida iniciativa.

Amanhã, 25 de setembro, pelas 17h30, vamos estar à conversa coma poetisa e escritora Rosa Maria Oliveira, em Mira, na Mercearia Terra Mãe. Apareça e participe.

Pode-se adiantar, desde já, que estas conversas com escritores vão ter continuidade.

No sábado, 26 de setembro, entre as 14h30 e as 18h30, organizamos uma feirinha de livros do autor mirense João Frada, denominada NA MIRA DOS LIVROS, Vai ser no Museu do Território da Gândara, em Mira.


PARTICIPE. A CULTURA ESPERA POR SI.


domingo, 20 de setembro de 2026

QUANDO AS IDEIAS DOS OUTROS SE COMBATEM COM INSULTOS

 Nas redes sociais, porque não há coragem para dizer frente a frente, os argumentos de certas pessoas em relação às ideias que não gostam, baseiam-se nos insultos, desde desejar  a morte aos comunistas, apelidar a Esquerda de esquerdalha e de serem coitadinhos e burros, afirmar que ser de esquerda é ser idiota, entre outros mimos e insultos, tudo aparece.

Responder a ideias com outras ideias, pouco acontece. E é caricato e um sintoma de ignorância afirmar-se que o fascismo nunca existiu  em Portugal.

Sempre respeitei as ideias dos outros concordando ou não com elas. E sempre demostrei isso, quer nos jornais que dirigi ou colaborei, quer nas rádios onde trabalhei ou colaborei, quer no meu blog, quer no dia a dia.

De uma vez por todas, o insulto só demonstra estupidez, falta de educação e falta de respeito pelo outro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

FEIRINHA DO CARTAXO COM LIVROS DENTRO

Este sábado, 19 de setembro, o  programa da imagem vai acontecer na Lagoa, no Sítio do Cartaxo.

Vai ser um dia em cheio e eu, com a FEIRA DE TROCA DE LIVROS, vou estar lá. Aproveite, leve um livro e traga de volta quantos quiser.

Entre as 10h e as 18h, apareça. Venha feirar.


 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

AS CONQUISTAS DE ABRIL QUE ALGUNS QUEREM DESMENTIR


 As conquistas de ABRIL são as que estão aqui na imagem.

Há, no entanto, quem as queira desmentir, denegrir e até considerarem que são uma mentira.

Contar falsidades, atacar ABRIL e os que fizeram a revolução, e ainda quem pensa diferente, é o rosário de todos os dias nas redes sociais.

Pegando apenas numa das conquistas, liberdade de expressão, é caricato e estúpido que alguns a neguem quando, acordem!, é essa conquista que os deixa dizer ou escrever os disparates, as mentiras, as baboseiras, que fazem parte deles, da politiquice deles.
Mas, estão errados pois as CONQUISTAS DE ABRIL estão aí para as usarmos o melhor que podemos e para nos unirmos e continuarmos a lutar para que ABRIL se cumpra.

JOÃO VILANOVA

 João Vilanova, nasceu em 1957, em Vila Pouca de Aguiar, e foi um autor e investigador que se debruçou sobre a história e a cultura da região onde nasceu e viveu.

Foi coautor,  com António Gil, da obra histórica  "Mui Nobre e Ilustre Terra de Aguiar" publicada pela Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar.

Este homem da cultura, professor de história, que tive o prazer de conhecer de perto, faleceu em 1994.

Depois da sua morte, a edilidade de Vila Pouca de Aguiar  atribuiu-lhe, a título póstumo, a Medalha de Ouro do Município.

Aqui fiz a homenagem a este homem da cultura que recordo com saudade.




NOTA: DADO NÃO ENCONTRAR FOTO MAIS ADEQUADA, ESTE POST FICA COM O LOGOTIPO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VILA POUCA DE AGUIAR. E TAMBÉM COM UM DESENHO DA PONTE DA BARRELA DA AUTORIA DE JOÃO VILANOVA.



CRÉDITOS: WIKIPÉDIA, JORNAL NOTÍCIAS DO DOURO


terça-feira, 15 de setembro de 2026

NO MUSEU DA PRAIA DE MIRA, MANUEL CIDALINO E SILVÉRIO MANATA FALARAM DO COMBOIO DE MIRA

 Numa iniciativa do Clube de Leitores de Mira, e com apoio do Museu Palheiros de Mira e da edilidade mirense, decorreu, no dia 11, no Museu Palheiros de Mira, na Praia de Mira, um evento onde Silvério Manata e Manuel Cidalino Madaleno falaram sobre o comboio de Mira.






Carlota Almeida, do clube organizador, referiu que o Manuel Cidalino fez uma boa exposição sobre alguns aspetos da linha de comboio e, depois, aconteceu um ótimo diálogo ente este e Silvério Manata, com elogios e provocações de ambos os lados."

O contraste entre as abordagens, a ficcional e a documental, a que as cerca de 20 pessoas presentes "assistiram com prazer", segundo Carlota Almeida.

Em suma, foi um sucesso e, ambos os convidados se mostraram disponíveis para outros evento do Clube de Leitores de Mira.






sexta-feira, 11 de setembro de 2026

GENTE QUE FAZ: MÁRIO MARQUES

 Mário Marques nasceu em Vila Nova, Outil, no concelho de Cantanhede, em 1956 e lembra "no seio de uma família sem privações".

Nos seus tempos livres, ele cozinha "uma atividade que me dá imenso gosto, adoro cozinha, não tendo nenhuma preferência gastronómica". Faz voluntariado "dou apoio aos vizinhos idosos e não só" e dedica-se à pintura. "Uma atividade que me dá muito prazer e me traz grande satisfações", refere.

Sendo um homem das artes, Mário Marques lembra que "interessei-me pela arte desde jovem,  particularmente pelo desenho, e desenvolvi esta apetência como forma de contrariar algumas limitações físicas que resultaram de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofri em 2016."

E recorda que "os movimentos da mão direita ficaram comprometidos e, como terapia, tive de lhe dar "mais trabalho" e comecei, então, por fazer desenhos simples, flores, paisagens, figuras humanas que ao longo dos anos foram evoluindo. Depois, o gosto e a prática foram fundamentais".

Positivas para currículo deste cidadão que "fez os textos poéticos sobre cada Mulher retratada na exposição 25 mulheres de Abril, que foi inaugurada e esteve patente na Biblioteca Municipal de Cantanhede, em abril de 2024, assinalando o cinquentenário da Revolução de 25 de Abril. António Canteiro associou-se a esta homenagem com a sua escrita preciosa e ambos celebrámos, cada um na sua arte, a Revolução que trouxe a democracia a Portugal e algumas mulheres portuguesas que tiveram um papel fundamental nessa luta".

Mas, a sua colaboração com gente da escrita não ficou por aqui e lembra ter ilustrado "um conto infantil de Elisa Pedrosa, também ela autora do nosso concelho. Gostei muito desta experiência."

Mário Marques já recebeu outros convites para ilustrar outros livros, de poesia e infantis, e "a seu tempo procurarei responder a estes desafios", promete.

Sobre os anos que trabalhou, frisa que "sempre gostei de trabalhar nas várias atividades a que me dediquei, sempre numa área técnica. Fi-lo sempre com gosto e considero que, no âmbito das organizações onde exerci funções, fiz alguma diferença, pelo empenho e pela dedicação".

Sobre o futuro, "a nível pessoal, gostaria de ter saúde e que ela fosse extensiva aos meus familiares e amigos. A tosos, direi mesmo. Quanto ao futuro como cidadão, desejo muito que Portugal permaneça num quadro político onde imperem a Justiça, a Prosperidade e a Paz. Que os valores de Abril, nomeadamente, a Democracia, a Igualdade, a Paz Social e a Prosperidade da Economia possam ser uma realidade e que a minha passagem por este mundo, tenha contribuído para um mundo melhor".

Assim, ficou aqui o retrato de um homem que faz.



SOVERAL MARTINS

 Conheci Alfredo Soveral Martins nos anos 70 em Coimbra. Professor universitário, advogado, homem dos livros. 

Homem forte da Centelha, depois com a Cooperativa Fora do Texto, Soveral Martins foi grande impulsionador da cultura literária na cidade do Mondego. Um cidadão que não deixou ninguém indiferente.

António Heitor Cravo, outro homem dos livros, lembra-o como "marginal dos marginais, não era homem de tertúlias, tinha muito que fazer, como dizia, e não podia perder tempo em conversas de café`".

"Era um homem com uma capacidade de trabalho extraordinária", lembra António Heitor Cravo.

A sede da Centelha era no seu escritório, lembro-me.

Alfredo Soveral Martins nasceu em 1945 e faleceu em 1997.

Fica a memória de um homem extraordinário.


CRÉDITOS: AH CRAVO GORIM
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

OBRAS DE JOÃO FRADA NA MIRA DOS LIVROS

 As diversas obras do autor mirense João Frada vão estar presentes para venda, dia 26 de setembro, das 14h30 às 18h30, no Museu do Território da Gândara, em Mira, no evento, organizado pela Cor do Luar, e que se denomina NA MIRA DOS LIVROS.

Este evento tem apoio do respetivo museu e da Câmara Municipal de Mira.

Fica o recado: os amigos do autor, os amigos dos livros, podem e devem aparecer e participar neste evento.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

DESAPARECIDOS

 Em conversa com um amigo, chegámos a esta conclusão: aqueles que te interpelavam para criticar algo que tivesses feito, e que geralmente era recado encomendado por alguém, estão desaparecidos.

Aqueles que diziam mal das coisas que aconteciam sem sequer terem ido ver, estão desaparecidos.

Os que amuavam quando algo não lhes soava a contento, estão desparecidos.

Enfim! Dão-se alvíssaras a quem os encontrar.


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PORTUGAL 900 ANOS 900 SOPAS, UM PROJETO DE MÁRIO MOREIRA

 Mário Moreira é um homem da cozinha, um homem que trata a gastronomia por tu.

Nasceu em Lourosa e vive em Guimarães e, talvez por isso, por viver no chamado berço da pátria, associou o seu projeto aos 900 anos de Portugal.

Ele explica: "o projeto das sopas tem muitos anos, ganhou forma a partir do momento em que se começaram a desenhar as comemorações dos 900 anos e em Guimarães".

Até hoje, informa, "já reuni mais de mil sopas. A sua origem começou com as memórias de arquivo. Depois da pesquisa e consulta a muitas dezenas de livros, revistas e brochuras, Fiz, depois, circular um documento para apreciação a todos os municípios, confrarias gastronómicas, bibliotecas e outras instituições, chefs e muitas dezenas de pessoas singulares".

E continua dizendo "tenho percorrido o país de lés a lés na busca de receitas ancestrais que identificam as localidades, as suas memórias e identidade. Faço este exercício pelo terceiro ano consecutivo a percorrer todas as regiões de Portugal".




E como estamos de adesões? Mário Moreira responde que "aderiram já a este grandioso projeto 3 Universidades, 53 Municípios, 43 Confrarias, a Federação Gastronómica das Confrarias Portuguesas e outras instituições. Tenho a garantia que muitas outras instituições o vão fazer. Temos um jornal oficial do projeto, jornal Mais Guimarães".

O mentor deste projeto faz história ao referir que "a sopa foi o único prato que se manteve desde o começo da humanidade, razão pela qual é de extrema importância o seu consumo, onde se enquadra na alimentação saudável e na longevidade com qualidade de vida. Comer sopa é um sábio ato cultural. Combater a voracidade da indústria produtora d fast food, dos produtos processados, da comida mastigada sem cor e sem sabor, aquilo a que chamo de "lixo" alimentar".

Ainda sobre o projeto, Mário Moreira adianta que "há um conjunto de atividades associadas a este projeto, designadamente para percorrer o país e visitar as escola e passar a importante mensagem de comer sopa, combatendo deste modo o preconceito instalado que a sopa é comida de pobre. Isto é completamente falso. Essa é uma parte importante".

Quanto a possíveis apoios ao projeto, diz esperar "a ajuda de entidades municipais e privadas, já que o projeto tem dimensão nacional, é para percorrer o país e fazer justiça a um dos mais importantes pilares da nossa portugalidade, a gastronomia, a sustentabilidade, a pegada ecológica, o respeito pela produção local e pela natureza".

Em 2028, deverá sair o livro que vai integrar as 900 sopas.

 

Cor do Luar apoia este projeto e tudo fará para acompanhar as suas inúmeras atividades e tudo fará também para incluir Mira nesta volta a Portugal que o projeto vai fazer.

domingo, 6 de setembro de 2026

HOMENAGEM A FERRO SANTOS


Ontem, 5 de setembro, a Casa Carlos de Oliveira, em Febres, foi palco para uma tarde de homenagem e memória em torno do médico e escritor Fernando Santos que, nos livros, utilizava Ferro Santos.

As muitas palavras proferidas pelos diversos oradores e amigos do homenageado, bem como do seu filho, fizeram-nos viver momentos de saudade, de apreço e de memória, Aquela memória que nunca se pode apagar.

Pelo que ouvi fiquei ciente que, além de tudo o mais, a cultura, a marca Gândara, a terra gandaresa, foram ali valorizados.

Obrigado aos organizadores pelo evento que não deixou ninguém indiferente.



CRÉDITOS DAS FOTOS: FÁTIMA LOPES e ANTÓNIO CANTEIRO.

O COMBOIO VAI SER FALADO POR QUEM SABE

 Numa iniciativa do Clube de Leitores de Mira, e que este blog apoia, vai realizar-se no Museu Palheiros de Mira, na Praia de Mira, dia 11 de setembro, pelas 17h30, uma conversa sobre o comboio de Mira. E sobre a literatura que refere esse mesmo comboio.

Os autores convidados para esta conversa são Silvério Manata e Manuel Cidalino Madaleno.

A Câmara Municipal de Mira apoia este evento.

A sessão é aberta a quem quiser aparecer.

GENTE QUE FAZ: ELSA LIGEIRO (2)

 Esta é a segunda parte de um trabalho cujo objetivo é valorizar e dar a conhecer melhor esta mulher dos livros.

Elsa Ligeiro lembra que "ao longo dos 35 anos que levo como editora, criei algumas inovações e modelos que tiveram sucesso, entre eles, a Coleção Literatura Portátil, na qual foram editados 56 títulos, do conto à poesia, passando por breves biografias, ao preço de 3 euros cada exemplar, e que a abertura das Lojas FNAC a partir de 1999, deram o inevitável impulso. Mas nunca confiei (e o tempo deu-me razão) na rede de distribuição de livros em Portugal, pelo que procurei sempre espaços alternativos e contacto direto com os leitores".

Adianta ainda que "o que confiei foi na Rede Púbica de Bibliotecas, o que atualmente me desanima, pois, o que parecia uma revolução cultural em Portugal está a transformar-se numa rede de edifícios belíssimos, mas a que não cumprem a sua função de defender e apostar em livros de qualidade, de promover e divulgar autores de referência; e não manifestam nenhum interesse em trabalhar o espólio que têm entre mãos. Tudo o que devia ser o trabalho de uma Biblioteca Pública. Como se investiu em edifícios confortáveis e espaços amplos, utiliza-se a biblioteca para uma animação permanente em que o espaço biblioteca é assaltado por todo o tipo de ruídos e transforma-se num palco de manifestações lúdicas e infantis, transformando as bibliotecas em Escola e Jardim de Infância. Quando não numa sociedade recreativa de bairro".

E lembra que "salvo raras e boas excepções os trabalhadores das bibliotecas não leem e não têm conhecimento da história da literatura portuguesa e universal; valorizando um ator pela bitola da superficialidade, da sua aparição na tv, da sua simpatia ou da sua elegância".

Sempre atenta, Elsa Ligeiro está a criar O NAVIO DE ESPELHOS - Encontro de Poesia Alma Azul onde pretende "estabelecer parcerias para uma itinerância de atividades que circulem pelo país, do Porto a Beja, com especial destaque para Coimbra e Castelo Branco; numa manifestação literária que estimule a leitura em Língua Portuguesa, partindo de um poema (magnífico) de Mário Cesariny".

Ainda em setembro, sai o número 11 da Revista de Artes e Ideias Alma Azul.

Nos seus poucos tempos livres, Essa Ligeiro tenta ir ao teatro  e ao cinema. Diz "sou uma apaixonada por teatro e uma espectadora atenta e fiel a filmes independentes e documentários"

Depois destas duas partes deste GENTE QUE FAZ com Elsa Ligeiro senti que há mais para ser feito por este blog. 

Assim, ainda em setembro irei publicar um ESPECIAL ALMA AZUL, uma forma de contribuir para
a comemoração destes 27 anos de vida.


"

sábado, 5 de setembro de 2026

ANTES DO DIA D, JESSICA VAI ESTAR EM ESTÁGIO

Como já foi aqui notícia, Jessica Patusco vai representar Mira no concurso MISS PORTUGAL ATLÂNTICO, na Madeira.

A final deste evento vai acontecer na Quinta da Magnólia, no Funchal, a 4 de outubro, e só posso desejar sorte a esta jovem que representa Mira.

Jessica Patusco vai fazer estágio lá na Madeira de 30 de setembro a 3 de outubro.

Aqui, neste blog, prometo ir acompanhando o desenrolar do concurso.



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

GENTE QUE FAZ: ELSA LIGEIRO (1)

 Elsa Ligeiro é uma mulher dos livros, uma amiga de autores, uma militante da causa literária.

Nasceu em Alcains, na Beira Baixa, trabalhou no Jornal do Fundão e na Gazeta do Interior, na parte gráfica, antes de ir viver em Coimbra. Aí colaborou na Fora do Texto, ex-Centelha, onde estavam Soveral Martins, António Arnaut, Orlando de Carvalho e Maria Irene Ramalho.

Recorda, "tive uma experiência como responsável na Livraria Quarteto e, em 1993, criei a editora de poesia "A Mar Arte" que publicou, entre outros autores, Cidália Fachada, Valter Hugo Mãe, Jorge Melícias, José Guardado Moreira e António Salvado.

Em 1999, continua, "fundei a "Alma Azul" uma produtora de atividades culturais que, para além da edição, literatura portátil e revista de artes e ideias Alma Azul, dedica parte do seu trabalho à promoção da leitura e à divulgação de autores de referência da língua portuguesa em bibliotecas públicas."

No ano de 2016, decidiu mudar a sede da Alma Azul de Coimbra para Alcains para, acrescenta, "trabalhar no desenvolvimento cultural e social do interior do país."

Mas, esta mulher não desarma e, desde 2009, "continuo a lutar por um Festival ou Encontro da Língua Portuguesa, acentuando a sua diversidade cultural e trabalhando-a nos seus mais variados suportes: livros, cinema, música, teatro, fotografia... como canta Caetano Veloso em A Língua."

Refere ainda que "para quem trabalha de forma independente na edição, desde 1993, e colaborou com editores com Manuel Hermínio Monteiro (Assírio & Alvim) e André Jorge (Livros Cotovia), antes da concentração de editoras em dois grandes grupos editoriais, a publicação em Portugal alterou-se de forma radical com o aparecimento de empresas que editam todos os livros, sem qualquer crivo de qualidade literária, algo que o mercado português, já de si pouco saudável, se ressente."

Este foi a primeira parte de um trabalho que pretende dar a conhecer e valorizar esta mulher dos livros.

A segunda parte será publicada amanhã.




quinta-feira, 3 de setembro de 2026

GENTE QUE FAZ: JOANA BAPTISTA

Joana Baptista gere a Papelaria da Joana, em Mira e é uma mulher que, segundo diz, "sempre gostei de aprender e fazer coisas novas."

O seu sonho era ser professora referindo que "queria muito ser professora de pré-escolar, porque adoro crianças, mas a vida tomou outro rumo" e, na Universidade acabou por se licenciar em Administração Pública.


"Nunca pensei gostar de política ou ver algum interesse na política, o que é certo é que gostei.", acrescentou.

Como não consegui entrar no ramo em que se licenciou, Joana Baptista continuou naquele em que cresceu ou seja na restauração. "Sempre foi a minha zona de conforto", frisa.

E acrescenta: "Mas a verdade é que sempre quis outra coisa, sempre quis fazer jus ao que me formei, e como não se deu a oportunidade, optei por tentar algo novo, algo completamente diferente. Gosto de computadores, gosto de interagir com as pessoas, gosto de escola. Nada poderia integrar tanto disso como uma papelaria. E, portanto, aqui estou eu a tentar algo fora da zona de conforto, algo novo, algo completamente inesperado."

O bichinho tem já muitos anos e isto não surgiu do nada.

"Assim que a oportunidade surgiu, decidi tentar", adianta.

Joana Baptista gosta de ler, gosta de escrever e contar histórias, e, confidencia, "o que gosto mais é ver como um simples texto, muitas vezes, nos leva tão longe, nos faz ir a sítios que julgamos esquecidos. Pode animar-nos em alturas difíceis, pode ajudar-nos a amadurecer, pode simplesmente transportar-nos onde a nossa imaginação nos levar."

Esta mulher que faz gosta de ler e refere que "é muito bonito ler um livro e conseguirmos visualizar tudo o que estamos a ler. Gostava muito de conseguir colocar malta mais nova a ler, a ter esse bichinho da  leitura."

A terminar, refere que "a nova era da inteligência artificial veio facilitar algumas coisas e dificultar outras. Já ninguém consegue acalmar ideias, esperar três dias para terminar um livro, as pessoas querem tudo no imediato e julgo que ajudar as pessoas a voltar a ler pode muito bem ajudar a sociedade a acalmar um pouco a ânsia de querer mais e mais. Às vezes menos é mais, acredito cada vez mais nisso, e, resumindo, gosto de ler, gosto do cheiro dos livros novos, gosto de cozinhar, gosto de crianças, gosto de ver os outros felizes, sou brincalhona, sou faladora, sou amiga. Não sou é possuidora de muito tempo livre."





 

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