Joana Baptista gere a Papelaria da Joana, em Mira e é uma mulher que, segundo diz, "sempre gostei de aprender e fazer coisas novas."
O seu sonho era ser professora referindo que "queria muito ser professora de pré-escolar, porque adoro crianças, mas a vida tomou outro rumo" e, na Universidade acabou por se licenciar em Administração Pública.
"Nunca pensei gostar de política ou ver algum interesse na política, o que é certo é que gostei.", acrescentou.
Como não consegui entrar no ramo em que se licenciou, Joana Baptista continuou naquele em que creseu ou seja na restauração. "Sempre foi a minha zona de conforto", frisa.
E acrescenta: "Mas a verdade é que sempre quis outra coisa, sempre quis fazer jus ao que me formei, e como não se deu a oportunidade, optei por tentar algo novo, algo completamente diferente. Gosto de computadores, gosto de interagir com as pessoas, gosto de escola. Nada poderia integrar tanto disso como uma papelaria. E, portanto, aqui estou eu a tentar algo fora da zona de conforto, algo novo, algo completamente inesperado."
O bichinho tem já muitos anos e isto não surgiu do nada.
"Assim que a oportunidade surgiu, decidi tentar", adianta.
Joana Baptista gosta de ler, gosta de escrever e contar histórias, e, confidencia, "o que gosto mais é ver como um simples texto, muitas vezes, nos leva tão longe, nos faz ir a sítios que julgamos esquecidos. Pode animar-nos em alturas difíceis, pode ajudar-nos a amadurecer, pode simplesmente transportar-nos onde a nossa imaginação nos levar."
Esta mulher que faz gosta de ler e refere que "é muito bonito ler um livro e conseguirmos visualizar tudo o que estamos a ler. Gostava muito de conseguir colocar malta mais nova a ler, a ter esse bichinho da leitura."
A terminar, refere que "a nova era da inteligência artificial veio facilitar algumas coisas e dificultar outras. Já ninguém consegue acalmar ideias, esperar três dias para terminar um livro, as pessoas querem tudo no imediato e julgo que ajudar as pessoas a voltar a ler pode muito bem ajudar a sociedade a acalmar um pouco a ânsia de querer mais e mais. Às vezes menos é mais, acredito cada vez mais nisso, e , resumindo, gosto de ler, gosto do cheiro dos livros novos, gosto de cozinhar, gosto de crianças, gosto de ver os outros felizes, sou brincalhona, sou faladora, sou amiga. Não sou é possuidora de muito tempo livre."



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