quarta-feira, 5 de agosto de 2026

LORIGA RECORDOU A TRAGÉDIA DE 1927 NA APRESENTAÇÃO DO LIVRO O INVERNO DO TIFO

COR DO LUAR APOIA A DIVULGAÇÃO DESTE LIVRO DO AMIGO JOSÉ AMARO
O livro pode ser comprado na Amazon
https: // amzn.eu/d/OiKydgKa







Salão Paroquial encheu-se para uma sessão que reuniu historiadores, médicos, representantes institucionais e população em torno da memória da epidemia que marcou a história da vila.

Loriga, 3 de agosto de 2026 – O Salão Paroquial de Loriga registou uma expressiva afluência de público para a apresentação da obra O Inverno do Tifo – Loriga 1927, da autoria do jurista e investigador Dr. J. da Silva Amaro, num encontro que constituiu simultaneamente uma evocação histórica, uma reflexão científica e um tributo às vítimas da epidemia de tifo exantemático que assolou a vila durante o inverno de 1927.

A sessão reuniu diversas personalidades ligadas à história, à medicina, à cultura e às instituições locais, refletindo a relevância que o tema continua a assumir quase um século depois dos acontecimentos.

O painel foi composto pela historiadora Dra. Lucía Moura, pelo médico da vila, Dr. Nolasco, pelo Eng. Eduardo Ambrósio, da AAIS (Associação de Arte e Imagem de Seia, pelo Dr. Moura Brito, pelo Presidente da Junta de Freguesia de Loriga, Luís Costa, pelo Presidente do Conselho de Administração da Fundação Cardoso de Moura, Rodrigo Amaro, pela Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Seia, Dra. Teresa Pereira, encerrando a sessão com a intervenção do autor.

Nas palavras de abertura foi destacada a importância da preservação da memória histórica de Loriga e do papel que a investigação desempenha na compreensão dos acontecimentos que marcaram profundamente a identidade da comunidade.

Um dos momentos mais relevantes da sessão foi a intervenção do Dr. Nolasco, que conduziu a assistência numa viagem ao conhecimento médico da época. Explicou a natureza do tifo exantemático, a sua forma de propagação, as enormes limitações dos cuidados de saúde existentes na década de 1920 e o elevado número de vítimas provocado por uma doença que, antes do aparecimento dos antibióticos e de melhores condições sanitárias, representava uma das mais graves ameaças para as populações.

A dimensão humana da epidemia foi depois aprofundada pelas intervenções dos historiadores, Dra. Lúcia Moura e Dr. Moura Brito, que analisaram os seus efeitos para além da vertente clínica. Foram recordadas as dificuldades sociais vividas pelas famílias, o impacto económico sobre uma comunidade fortemente dependente da indústria e do comércio, as medidas administrativas adotadas para tentar conter o surto e o contexto político e institucional de Portugal na década de 1920. A epidemia foi, assim, apresentada não apenas como um acontecimento sanitário, mas como um fenómeno que alterou profundamente a vida quotidiana de Loriga.

Na sua intervenção, o Eng. Eduardo Ambrósio destacou a qualidade da investigação e da construção literária da obra, considerando que esta constitui um contributo relevante para a preservação da memória histórica do concelho e da região. Dirigindo-se aos representantes institucionais presentes, lançou igualmente o desafio para que o livro mereça uma divulgação mais ampla, defendendo que o seu valor histórico e cultural justifica um maior reconhecimento público. Entre as propostas apresentadas, salientou mesmo a pertinência de ser ponderada uma edição especial da obra, de forma a reforçar a sua divulgação e a perpetuar a memória dos acontecimentos que marcaram Loriga em 1927.

Na intervenção da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Seia, Dra. Teresa Pereira, foi sublinhada a importância de iniciativas culturais desta natureza para a valorização da história e da identidade do concelho. A responsável destacou que a cultura constitui um dos pilares da projeção do município e reafirmou o compromisso da Câmara Municipal em apoiar eventos que promovam o património histórico e cultural local. Manifestou ainda disponibilidade para colaborar na divulgação da obra e da memória da epidemia de 1927, incentivando a realização de apresentações, encontros e outras iniciativas em escolas, bibliotecas e espaços culturais do concelho, contribuindo para aproximar as novas gerações deste importante episódio da história regional.

Na sua intervenção, J. da Silva Amaro explicou o percurso de investigação que deu origem ao livro, desenvolvido ao longo de vários anos através da consulta de documentação histórica, imprensa da época, arquivos e testemunhos que permitiram reconstruir um dos episódios mais dramáticos da história local.

O autor salientou que a publicação surge num momento particularmente simbólico, antecedendo o centenário da epidemia, que será assinalado em 2027.

Mais do que recordar um episódio trágico, afirmou, o objetivo da obra é impedir que a memória coletiva se desvaneça com o passar das gerações.

“As comunidades vivem da sua memória. Quando esquecem o seu passado, perdem uma parte daquilo que são. Este livro pretende preservar a memória daqueles que sofreram, daqueles que combateram a doença e daqueles que, muitas vezes de forma silenciosa, permitiram que Loriga sobrevivesse a um dos períodos mais difíceis da sua história.”

Ao longo da apresentação foi igualmente destacado que o livro combina duas dimensões complementares. A primeira assenta numa investigação histórica rigorosa, sustentada em documentação e fontes primárias. A segunda desenvolve uma narrativa histórica que cruza personagens reais com personagens ficcionadas, procurando aproximar o leitor da realidade humana vivida durante aqueles meses de sofrimento, medo e esperança.

Após o encerramento da sessão, seguiu-se um prolongado momento de convívio, durante o qual o autor autografou exemplares da obra e conversou com os leitores, num ambiente marcado pela proximidade e pelo interesse suscitado pelo tema.

Com O Inverno do Tifo – Loriga 1927, J. da Silva Amaro acrescenta mais um importante contributo para a historiografia local, recuperando um episódio que marcou profundamente a comunidade loriguense e oferecendo às gerações presentes e futuras um testemunho rigoroso sobre uma das páginas mais dramáticas da sua história.

A proximidade do centenário da epidemia confere à publicação um significado ainda mais especial, transformando esta obra não apenas num livro de história, mas também num exercício de memória coletiva e de homenagem a todos aqueles que viveram os difíceis meses do inverno de 1927. As intervenções dos vários participantes convergiram, aliás, numa ideia comum: preservar a memória do passado é um dever para com as gerações futuras, e a cultura desempenha um papel essencial na construção dessa consciência coletiva.



COISAS DO TEMPO

O tempo tem sempre razão, o tempo traz-nos coisas boas ou menos boas. Depende sempre da forma como fazemos as coisas.

Há sempre tempo para lutarmos por aquilo a que temos direito, há sempre tempo para sermos solidários. 

Algumas coisas levam tempo, outras o tempo leva.

Tenha tempo para amar, para ler, para ser um cidadão ativo.



CRÉDITOS: PINTEREST

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

GENTE QUE FAZ: SANDRA SANTOS

 Sandra Santos nasceu no Porto, em Miragaia, e, com 14 anos, emigrou para o Canadá. Aí, em 1995, licenciou-se. Educadora de Infância, exerceu durante 8 anos até que  foi decidido voltar a Portugal, concretizando assim um sonho antigo que era regressar ao país onde nasceu.

Não conseguiu a equivalência do seu curso e, assim, foi muito difícil arranjar trabalho na sua área.

Decidiram abrir, então, uma loja de flores e decoração em Mira, e, conforme refere, "tenho sido muito feliz durante estes 20 anos" e agradece aos familiares, aos amigos e clientes.


Sobretudo, o sucesso, "deve.se ao nosso trabalho, esforço e dedicação."

Sandra Santos adora costura criativa, e desde o tempo do Covid, tem tentado inovar com peças de artesanato, costuradas por si. Este, afirma, "é um hobby que tem ajudado o negócio, já que temos alturas no ano mais paradas no negócio das flores."

A terminar deixa o seu agradecimento a todos ou seja "aos que me têm ajudado a crescer e a manter este cantinho tão colorido."



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quarta-feira, 29 de julho de 2026

UM LIVRO QUE FOCA OS PALHEIROS DE MIRA

 No último dia das festas em honra de S. Tomé, Mira viveu alguns momentos culturais com a inauguração de exposições e a reedição do livro PALHEIROS DE MIRA de Raquel Soeiro de Brito que esteve presente.

A jornada merece que a saliente aqui mas, fica a pergunta: dado que esta é a segunda reedição desta obra, será que o critério vai ser seguido para outros autores de Mira que falaram da Praia de Mira e de Mira nos seus livros ?

Para quem não se lembra, a primeira reedição desta obra aconteceu em 2009. Três anos depois, a edilidade entregou a Raquel Soeiro de Brito a Medalha de Ouro de Mérito Municipal.

Votando ao evento que decorreu no ÁTRIUM RAUL ALMEIDA, refira-se que a sala esteve cheia, Simone Toito e Cláudio Vaz deram o toque artístico ao evento (que grande voz tem Simone Toito) e ficaram as palavras que saudaram a homenageada.

As exposições alusivas ao trabalho da autora, podem ser vistas, até final de outubro, no Atrium Raul Almeida, em Mira, e nos Palheiros de Mira, Museu e Posto de Turismo, na Praia de Mira.

A dizer ainda que este livro, que foi publicado em 1960, e reeditado em 2009 e em 2026, merece toda a nossa atenção.


CRÉDITOS: CÂMARA MUNICIPAL DE MIRA




terça-feira, 28 de julho de 2026

A FEIRA DE TROCA DE LIVROS VAI ESTAR SEMPRE ONDE HÁ LEITORES

 A Feira de Troca de Livros, no ar já há 3 anos, organizada antes pelo Jornal da Gândara e agora por este blog, tem apostado em levar o livro não só a recintos maiores como aos mais pequenos, tem contribuído par o desenvolvimento cultural de uma região que abrange os concelhos de Mira, de Cantanhede e de Vagos.

Neste mês de agosto, temos já algumas marcadas. Para já, no dia 1 estaremos em Mira, junto à Mercearia Especializada TERRA MÃE e no dia 9 estaremos na Videira Sul, integrados na FESTA DA PANELA.

Fica aqui, para já o cartaz do dia 1. Para a semana publica-se o cartaz do dia 9.

PORQUE LER É UM ATO REVOLUCIONÁRIO, APAREÇA E PARTICIPE. LEVE UM LIVRO E TRAGA QUANTOS QUISER.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

"CAMINHAMOS JUNTOS" UM FILME A QUE DAMOS APOIO

O Atrium Raul Almeida, em Mira, vai receber, dia 31 de julho, pelas 21h30, a projeção do filme, ou documentário, "CAMINHAMOS JUNTOS" que, segundo se pode ler na página do Facebook, "nasceu no Caminho de Santiago, mas fala de algo muito maior: da vida, da amizade, da fé, da superação e da coragem de nunca desistir."

A entrada é livre mas, deve ser feita reserva, exclusivamente por mensagem no WhatsApp ou por telefone.

O contato para se inscreverem é o 961950316 de Frankelim Amaral, o pai deste projeto.


Aqui, neste blog, estamos com esta iniciativa que saudamos.


sexta-feira, 24 de julho de 2026

AUGUSTO ABELAIRA

 Professor, dramaturgo, romancista, tradutor e jornalista, Augusto Abelaira, nasceu em  Ançã, no concelho de Cantanhede, a 18 de março de 1926 e faleceu em Lisboa a 4 de julho de 2003.
A sua obra foi influenciada pela estética neorrealista que une os romances histórico - materialistas e os romances psicológicos.
Recebeu vários prémios ao longo da vida esteve ligado à revista "Seara Nova" e foi diretor de programas da RTP.



"As Boas Intenções", "Sem Teto entre Ruínas", "O Triunfo da Morte", "A Cidade das Flores", "Enseada Amena" e "Os Desertores" são alguns dos títulos dos livros que escreveu.
Em novembro, conforme apurei, Cantanhede vai relembrar este autor nascido há 100 anos.
Na altura certa daremos conta aqui desse evento.

LORIGA RECORDOU A TRAGÉDIA DE 1927 NA APRESENTAÇÃO DO LIVRO O INVERNO DO TIFO

COR DO LUAR APOIA A DIVULGAÇÃO DESTE LIVRO DO AMIGO JOSÉ AMARO O livro pode ser comprado na Amazon https: // amzn.eu/d/OiKydgKa Salão Paro...