segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PORTUGAL 900 ANOS 900 SOPAS, UM PROJETO DE MÁRIO MOREIRA

 Mário Moreira é um homem da cozinha, um homem que trata a gastronomia por tu.

Nasceu em Lourosa e vive em Guimarães e, talvez por isso, por viver no chamado berço da pátria, associou o seu projeto aos 900 anos de Portugal.

Ele explica: "o projeto das sopas tem muitos anos, ganhou forma a partir do momento em que se começaram a desenhar as comemorações dos 900 anos e em Guimarães".

Até hoje, informa, "já reuni mais de mil sopas. A sua origem começou com as memórias de arquivo. Depois da pesquisa e consulta a muitas dezenas de livros, revistas e brochuras, Fiz, depois, circular um documento para apreciação a todos os municípios, confrarias gastronómicas, bibliotecas e outras instituições, chefs e muitas dezenas de pessoas singulares".

E continua dizendo "tenho percorrido o país de lés a lés na busca de receitas ancestrais que identificam as localidades, as suas memórias e identidade. Faço este exercício pelo terceiro ano consecutivo a percorrer todas as regiões de Portugal".




E como estamos de adesões? Mário Moreira responde que "aderiram já a este grandioso projeto 3 Universidades, 53 Municípios, 43 Confrarias, a Federação Gastronómica das Confrarias Portuguesas e outras instituições. Tenho a garantia que muitas outras instituições o vão fazer. Temos um jornal oficial do projeto, jornal Mais Guimarães".

O mentor deste projeto faz história ao referir que "a sopa foi o único prato que se manteve desde o começo da humanidade, razão pela qual é de extrema importância o seu consumo, onde se enquadra na alimentação saudável e na longevidade com qualidade de vida. Comer sopa é um sábio ato cultural. Combater a voracidade da indústria produtora d fast food, dos produtos processados, da comida mastigada sem cor e sem sabor, aquilo a que chamo de "lixo" alimentar".

Ainda sobre o projeto, Mário Moreira adianta que "há um conjunto de atividades associadas a este projeto, designadamente para percorrer o país e visitar as escola e passar a importante mensagem de comer sopa, combatendo deste modo o preconceito instalado que a sopa é comida de pobre. Isto é completamente falso. Essa é uma parte importante".

Quanto a possíveis apoios ao projeto, diz esperar "a ajuda de entidades municipais e privadas, já que o projeto tem dimensão nacional, é para percorrer o país e fazer justiça a um dos mais importantes pilares da nossa portugalidade, a gastronomia, a sustentabilidade, a pegada ecológica, o respeito pela produção local e pela natureza".

Em 2028, deverá sair o livro que vai integrar as 900 sopas.

 

Cor do Luar apoia este projeto e tudo fará para acompanhar as suas inúmeras atividades e tudo fará também para incluir Mira nesta volta a Portugal que o projeto vai fazer.

domingo, 6 de setembro de 2026

HOMENAGEM A FERRO SANTOS


Ontem, 5 de setembro, a Casa Carlos de Oliveira, em Febres, foi palco para uma tarde de homenagem e memória em torno do médico e escritor Fernando Santos que, nos livros, utilizava Ferro Santos.

As muitas palavras proferidas pelos diversos oradores e amigos do homenageado, bem como do seu filho, fizeram-nos viver momentos de saudade, de apreço e de memória, Aquela memória que nunca se pode apagar.

Pelo que ouvi fiquei ciente que, além de tudo o mais, a cultura, a marca Gândara, a terra gandaresa, foram ali valorizados.

Obrigado aos organizadores pelo evento que não deixou ninguém indiferente.



CRÉDITOS DAS FOTOS: FÁTIMA LOPES e ANTÓNIO CANTEIRO.

O COMBOIO VAI SER FALADO POR QUEM SABE

 Numa iniciativa do Clube de Leitores de Mira, e que este blog apoia, vai realizar-se no Museu Palheiros de Mira, na Praia de Mira, dia 11 de setembro, pelas 17h30, uma conversa sobre o comboio de Mira. E sobre a literatura que refere esse mesmo comboio.

Os autores convidados para esta conversa são Silvério Manata e Manuel Cidalino Madaleno.

A Câmara Municipal de Mira apoia este evento.

A sessão é aberta a quem quiser aparecer.

GENTE QUE FAZ: ELSA LIGEIRO (2)

 Esta é a segunda parte de um trabalho cujo objetivo é valorizar e dar a conhecer melhor esta mulher dos livros.

Elsa Ligeiro lembra que "ao longo dos 35 anos que levo como editora, criei algumas inovações e modelos que tiveram sucesso, entre eles, a Coleção Literatura Portátil, na qual foram editados 56 títulos, do conto à poesia, passando por breves biografias, ao preço de 3 euros cada exemplar, e que a abertura das Lojas FNAC a partir de 1999, deram o inevitável impulso. Mas nunca confiei (e o tempo deu-me razão) na rede de distribuição de livros em Portugal, pelo que procurei sempre espaços alternativos e contacto direto com os leitores".

Adianta ainda que "o que confiei foi na Rede Púbica de Bibliotecas, o que atualmente me desanima, pois, o que parecia uma revolução cultural em Portugal está a transformar-se numa rede de edifícios belíssimos, mas a que não cumprem a sua função de defender e apostar em livros de qualidade, de promover e divulgar autores de referência; e não manifestam nenhum interesse em trabalhar o espólio que têm entre mãos. Tudo o que devia ser o trabalho de uma Biblioteca Pública. Como se investiu em edifícios confortáveis e espaços amplos, utiliza-se a biblioteca para uma animação permanente em que o espaço biblioteca é assaltado por todo o tipo de ruídos e transforma-se num palco de manifestações lúdicas e infantis, transformando as bibliotecas em Escola e Jardim de Infância. Quando não numa sociedade recreativa de bairro".

E lembra que "salvo raras e boas excepções os trabalhadores das bibliotecas não leem e não têm conhecimento da história da literatura portuguesa e universal; valorizando um ator pela bitola da superficialidade, da sua aparição na tv, da sua simpatia ou da sua elegância".

Sempre atenta, Elsa Ligeiro está a criar O NAVIO DE ESPELHOS - Encontro de Poesia Alma Azul onde pretende "estabelecer parcerias para uma itinerância de atividades que circulem pelo país, do Porto a Beja, com especial destaque para Coimbra e Castelo Branco; numa manifestação literária que estimule a leitura em Língua Portuguesa, partindo de um poema (magnífico) de Mário Cesariny".

Ainda em setembro, sai o número 11 da Revista de Artes e Ideias Alma Azul.

Nos seus poucos tempos livres, Essa Ligeiro tenta ir ao teatro  e ao cinema. Diz "sou uma apaixonada por teatro e uma espectadora atenta e fiel a filmes independentes e documentários"

Depois destas duas partes deste GENTE QUE FAZ com Elsa Ligeiro senti que há mais para ser feito por este blog. 

Assim, ainda em setembro irei publicar um ESPECIAL ALMA AZUL, uma forma de contribuir para
a comemoração destes 27 anos de vida.


"

sábado, 5 de setembro de 2026

ANTES DO DIA D, JESSICA VAI ESTAR EM ESTÁGIO

Como já foi aqui notícia, Jessica Patusco vai representar Mira no concurso MISS PORTUGAL ATLÂNTICO, na Madeira.

A final deste evento vai acontecer na Quinta da Magnólia, no Funchal, a 4 de outubro, e só posso desejar sorte a esta jovem que representa Mira.

Jessica Patusco vai fazer estágio lá na Madeira de 30 de setembro a 3 de outubro.

Aqui, neste blog, prometo ir acompanhando o desenrolar do concurso.



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

GENTE QUE FAZ: ELSA LIGEIRO (1)

 Elsa Ligeiro é uma mulher dos livros, uma amiga de autores, uma militante da causa literária.

Nasceu em Alcains, na Beira Baixa, trabalhou no Jornal do Fundão e na Gazeta do Interior, na parte gráfica, antes de ir viver em Coimbra. Aí colaborou na Fora do Texto, ex-Centelha, onde estavam Soveral Martins, António Arnaut, Orlando de Carvalho e Maria Irene Ramalho.

Recorda, "tive uma experiência como responsável na Livraria Quarteto e, em 1993, criei a editora de poesia "A Mar Arte" que publicou, entre outros autores, Cidália Fachada, Valter Hugo Mãe, Jorge Melícias, José Guardado Moreira e António Salvado.

Em 1999, continua, "fundei a "Alma Azul" uma produtora de atividades culturais que, para além da edição, literatura portátil e revista de artes e ideias Alma Azul, dedica parte do seu trabalho à promoção da leitura e à divulgação de autores de referência da língua portuguesa em bibliotecas públicas."

No ano de 2016, decidiu mudar a sede da Alma Azul de Coimbra para Alcains para, acrescenta, "trabalhar no desenvolvimento cultural e social do interior do país."

Mas, esta mulher não desarma e, desde 2009, "continuo a lutar por um Festival ou Encontro da Língua Portuguesa, acentuando a sua diversidade cultural e trabalhando-a nos seus mais variados suportes: livros, cinema, música, teatro, fotografia... como canta Caetano Veloso em A Língua."

Refere ainda que "para quem trabalha de forma independente na edição, desde 1993, e colaborou com editores com Manuel Hermínio Monteiro (Assírio & Alvim) e André Jorge (Livros Cotovia), antes da concentração de editoras em dois grandes grupos editoriais, a publicação em Portugal alterou-se de forma radical com o aparecimento de empresas que editam todos os livros, sem qualquer crivo de qualidade literária, algo que o mercado português, já de si pouco saudável, se ressente."

Este foi a primeira parte de um trabalho que pretende dar a conhecer e valorizar esta mulher dos livros.

A segunda parte será publicada amanhã.




quinta-feira, 3 de setembro de 2026

GENTE QUE FAZ: JOANA BAPTISTA

Joana Baptista gere a Papelaria da Joana, em Mira e é uma mulher que, segundo diz, "sempre gostei de aprender e fazer coisas novas."

O seu sonho era ser professora referindo que "queria muito ser professora de pré-escolar, porque adoro crianças, mas a vida tomou outro rumo" e, na Universidade acabou por se licenciar em Administração Pública.


"Nunca pensei gostar de política ou ver algum interesse na política, o que é certo é que gostei.", acrescentou.

Como não consegui entrar no ramo em que se licenciou, Joana Baptista continuou naquele em que cresceu ou seja na restauração. "Sempre foi a minha zona de conforto", frisa.

E acrescenta: "Mas a verdade é que sempre quis outra coisa, sempre quis fazer jus ao que me formei, e como não se deu a oportunidade, optei por tentar algo novo, algo completamente diferente. Gosto de computadores, gosto de interagir com as pessoas, gosto de escola. Nada poderia integrar tanto disso como uma papelaria. E, portanto, aqui estou eu a tentar algo fora da zona de conforto, algo novo, algo completamente inesperado."

O bichinho tem já muitos anos e isto não surgiu do nada.

"Assim que a oportunidade surgiu, decidi tentar", adianta.

Joana Baptista gosta de ler, gosta de escrever e contar histórias, e, confidencia, "o que gosto mais é ver como um simples texto, muitas vezes, nos leva tão longe, nos faz ir a sítios que julgamos esquecidos. Pode animar-nos em alturas difíceis, pode ajudar-nos a amadurecer, pode simplesmente transportar-nos onde a nossa imaginação nos levar."

Esta mulher que faz gosta de ler e refere que "é muito bonito ler um livro e conseguirmos visualizar tudo o que estamos a ler. Gostava muito de conseguir colocar malta mais nova a ler, a ter esse bichinho da  leitura."

A terminar, refere que "a nova era da inteligência artificial veio facilitar algumas coisas e dificultar outras. Já ninguém consegue acalmar ideias, esperar três dias para terminar um livro, as pessoas querem tudo no imediato e julgo que ajudar as pessoas a voltar a ler pode muito bem ajudar a sociedade a acalmar um pouco a ânsia de querer mais e mais. Às vezes menos é mais, acredito cada vez mais nisso, e, resumindo, gosto de ler, gosto do cheiro dos livros novos, gosto de cozinhar, gosto de crianças, gosto de ver os outros felizes, sou brincalhona, sou faladora, sou amiga. Não sou é possuidora de muito tempo livre."





 

PORTUGAL 900 ANOS 900 SOPAS, UM PROJETO DE MÁRIO MOREIRA

 Mário Moreira é um homem da cozinha, um homem que trata a gastronomia por tu. Nasceu em Lourosa e vive em Guimarães e, talvez por isso, por...