Professor de Inglês e Alemão, nasceu em Aveiro e, no primeiro ano e meio de vida, foi com os seus pais viver para Viana do Castelo. Seis anos depois regressou a Aveiro.
Quando acabou o Secundário, foi estudar para Coimbra e, depois, por motivos da sua profissão, viveu em vários sítios mas, recorda, "sempre com a sensação de estar de passagem."
Quando chegou a Mira a sensação foi diferente e escolheu esta terra para viver.
Quanto a escolas onde leccionou, Júlio Couceiro de Barros passou por Valença, Torre de Moncorvo, Chaves, Mirandela, Vila Flor, Oliveirinha e Fermentelos. Desde setembro de 1998 é efetivo na Escola Secundária de Mira.
EM 2006 foi convidado para ir leccionar na Escola Portuguesa de Díli, Timor Leste, e aceitou.
Recorda, "achei que era um desfio muito importante. Timor tinha passado há pouco tempo por um período de grande violência pós-referendo, as milícias indonésias mataram e destruíram tudo o que puderam antes de deixarem o território, e quando cheguei a Timor ainda havia casa em cinzas."
E continua dizendo que "foi um prazer poder contribuir para o desenvolvimento daquele país e foi também uma grande lição de vida. Aquelas crianças não tinham nada, algumas viviam ainda em tendas de refugiados, mas tinham sempre um sorriso e eram felizes."
Ao todo, este aveirense de nascimento e mirense por adopção ficou sete anos naquele jovem país.
Depois disso, recebeu convite para a Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe que aceitou. Foi, diz, "novo desafio, desta vez em África, Uma realidade muito diferente de Portugal e muito diferente de Timor também."
Quanto a sonhos, "estes projetam-se para esta fase da vida, a reforma já espreita, e em primeiro lugar espero continuar a aprender. Além disso, gosto de fazer voluntariado a ensinar inglês num país do Terceiro Mundo, onde posa ser útil ao desenvolvimento. Sim, sentir que sou útil é um projeto de vida."
Refere ainda que "a nível mais pessoal, quero passar mais tempo com as pessoas de quem gosto" e, no que toca a tempos livres, passa muito tempo a ler, pratica algum desporto, ginásio e natação na Piscina Municipal de Mira, ouve muita música, e viaja.
Sempre que pode, refere, "viajo, essencialmente viagens culturais, castelos, museus, visitas guiadas e idas ao teatro."

E, assim, aqui ficou o retrato de um homem que faz.