sexta-feira, 11 de setembro de 2026

GENTE QUE FAZ: MÁRIO MARQUES

 Mário Marques nasceu em Vila Nova, Outil, no concelho de Cantanhede, em 1956 e lembra "no seio de uma família sem privações".

Nos seus tempos livres, ele cozinha "uma atividade que me dá imenso gosto, adoro cozinha, não tendo nenhuma preferência gastronómica". Faz voluntariado "dou apoio aos vizinhos idosos e não só" e dedica-se à pintura. "Uma atividade que me dá muito prazer e me traz grande satisfações", refere.

Sendo um homem das artes, Mário Marques lembra que "interessei-me pela arte desde jovem,  particularmente pelo desenho, e desenvolvi esta apetência como forma de contrariar algumas limitações físicas que resultaram de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofri em 2016."

E recorda que "os movimentos da mão direita ficaram comprometidos e, como terapia, tive de lhe dar "mais trabalho" e comecei, então, por fazer desenhos simples, flores, paisagens, figuras humanas que ao longo dos anos foram evoluindo. Depois, o gosto e a prática foram fundamentais".

Positivas para currículo deste cidadão que "fez os textos poéticos sobre cada Mulher retratada na exposição 25 mulheres de Abril, que foi inaugurada e esteve patente na Biblioteca Municipal de Cantanhede, em abril de 2024, assinalando o cinquentenário da Revolução de 25 de Abril. António Canteiro associou-se a esta homenagem com a sua escrita preciosa e ambos celebrámos, cada um na sua arte, a Revolução que trouxe a democracia a Portugal e algumas mulheres portuguesas que tiveram um papel fundamental nessa luta".

Mas, a sua colaboração com gente da escrita não ficou por aqui e lembra ter ilustrado "um conto infantil de Elisa Pedrosa, também ela autora do nosso concelho. Gostei muito desta experiência."

Mário Marques já recebeu outros convites para ilustrar outros livros, de poesia e infantis, e "a seu tempo procurarei responder a estes desafios", promete.

Sobre os anos que trabalhou, frisa que "sempre gostei de trabalhar nas várias atividades a que me dediquei, sempre numa área técnica. Fi-lo sempre com gosto e considero que, no âmbito das organizações onde exerci funções, fiz alguma diferença, pelo empenho e pela dedicação".

Sobre o futuro, "a nível pessoal, gostaria de ter saúde e que ela fosse extensiva aos meus familiares e amigos. A tosos, direi mesmo. Quanto ao futuro como cidadão, desejo muito que Portugal permaneça num quadro político onde imperem a Justiça, a Prosperidade e a Paz. Que os valores de Abril, nomeadamente, a Democracia, a Igualdade, a Paz Social e a Prosperidade da Economia possam ser uma realidade e que a minha passagem por este mundo, tenha contribuído para um mundo melhor".

Assim, ficou aqui o retrato de um homem que faz.



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