Foi professora na Faculdade de Direito de Lisboa e no ensino secundário mas, fez ainda outras coisas: trabalhou nos Bombeiros de Paço de Arcos, num café e gelataria e numa empresa internacional de turismo.
Carlota Almeida é uma mulher que, sempre, abraçou vários trabalhos e várias causas. A Universidade Sénior de Mira e o Clube de Leitores de Mira são disso exemplo.
Em jeito de balanço refere que "trabalhar foi, principalmente, uma restrição inevitável ao meu direito à preguiça. E um estratagema para não morrer de fome".
Nasceu em Guimarães, "numa casa de pedra e alpendre, à beira do Rio Ave", e, como nasceu na Primavera, tem a certeza de que "nesse dia, estava sol".
A saída de Lisboa, há cerca de 2 anos, não foi difícil já que era o que queria fazer e, adianta, "não estou arrependida". Hoje, reside no concelho de Mira.
"Apaixonei-me pela Gândara e conheci pessoas maravilhosas. Aos poucos, com areia e moliço, vou construindo o meu chão e criando raízes", refere.
O livro é parte integrante daquilo que esta mulher é e lembra "desde os meus 5 anos o livro sempre foi para mim um comboio de alta velocidade a percorrer o mundo. É também o laço que me permite ligar-me a todos os seres e épocas que precederam".
Como mulher, Carlota Almeida define-se como "livre e terna com tudo o que é meu próximo. Especificamente como mulher, situo-me entre a aranha tecedeira e os pardais".
Quanto ao futuro, espera "ter ainda muito tempo para desfrutar da vida como uma grande aventura".
E aqui ficou o retrato de uma mulher que faz.


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